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Pressupostos
As eleições municipais de 2008 estão sendo preparadas no clima de incertezas criado pela possibilidade de que uma crise recessiva nos Estados Unidos contagie a economia mundial. Torna-se, desse modo, difícil prever os possíveis cenários econômicos e políticos que se desenharão no Brasil nos próximos meses.
Se vier de fato uma recessão e se ela for muito forte, seu impacto na economia globalizada repercutirá diretamente no quadro político internacional e brasileiro. Mas não há, neste momento, elementos suficientes para determinar nem o ritmo nem a intensidade dessa crise anunciada.
Por isso, é prudente pressupor, para formulação da tática eleitoral do partido nas eleições de outubro próximo, que a crise econômica não será suficiente para abalar o atual prestígio de Lula junto às massas populares. Evidentemente, este pressuposto não se sustentará caso a crise venha a provocar um agravamento dramático da situação social e, conseqüentemente, repercutir de forma determinante no quadro político — situação que criará a necessidade de rever rapidamente a tática aqui proposta.
A partir, portanto, do pressuposto de que Lula será o grande eleitor em outubro próximo, a primeira condição para que a tática eleitoral do PSOL seja eficaz é que seja realista. O movimento popular encontra-se em um período contraditório de refluxo e fragmentação, mas, também, de reorganização, ainda que com tensões e embates entre as forças que atuam em uma perspectiva classista. Qualquer ilusão triunfalista servirá apenas para desperdiçar recursos que, concentrados, possibilitarão construir patamares sólidos para futuros avanços. A consciência das possibilidades e das limitações do partido é fundamental para que os objetivos das ações a levar adiante em 2008 sejam exeqüíveis.
A partir da análise da conjuntura, do tempo reservado ao partido no horário eleitoral, dos recursos financeiros de que razoavelmente poderá dispor, do nível de popularidade dos candidatos, os objetivos gerais da campanha serão:
(a) reafirmar a identidade socialista do partido;
(b) incluir em sua plataforma as principais demandas populares; e
(c) incentivar a unidade da esquerda socialista, a fim de acumular forças para que o socialismo volte a polarizar a disputa política em conjunturas futuras mais favoráveis aos trabalhadores e ao povo.
Para alcançar esses objetivos, será necessário delimitar claramente o setor social prioritário que queremos atingir na campanha.
Dois parâmetros básicos devem orientar a construção da tática eleitoral do PSOL. O primeiro diz respeito à situação atual da classe trabalhadora, após as mudanças ocorridas nas relações entre o capital e o trabalho nas duas décadas passadas. Mudanças profundas na infra-estrutura econômica da sociedade refletiram-se na sua superestrutura política e social. A classe trabalhadora em todo o mundo, submetida a um processo de intensas transformações, ainda não teve tempo nem condições de organizar suas novas formas de luta contra a dominação do capital. Isto não significa que é impossível obter avanços políticos significativos no processo eleitoral. Mas eles só se materializarão se o partido for capaz de aproveitar o pequeno espaço político de que dispõe na conjuntura.
O segundo parâmetro é determinado pelas características dos processos eleitorais nas democracias burguesas e pela situação contraditória que as eleições criam para a dominação dessa classe social. Para a burguesia, a eleição serve a quatro grandes propósitos: legitimar sua dominação; atenuar o conflito entre suas facções (mediante o efeito, entre as derrotadas, da perspectiva do rodízio do poder nas eleições seguintes); dividir o campo popular; e dificultar a organização dos partidos dos explorados (por meio da multiplicação de eleições e do estabelecimento de tetos para gastos eleitorais em níveis muito superiores às possibilidades financeiras dos trabalhadores).
Mas a realização desses propósitos acarreta inevitavelmente a abertura de um pequeno espaço de participação política para as massas populares, através de partidos que a burguesia não controla. Para aproveitá-lo verdadeiramente em prol da construção do socialismo, os candidatos do PSOL precisam: contestar a legitimidade do poder burguês; acirrar as contradições entre suas facções; unificar o campo popular; e aproveitar o processo para a construção dos partidos socialistas, na batalha pela conquista ideológica, da consciência, da classe trabalhadora e de todos os oprimidos.
Estas são as razões fundamentais que justificam nossa atuação em processos eleitorais nas democracias burguesas.
Há um risco a ser evitado. É o de cair no discurso genérico, previsível, descolado das questões reais que estão preocupando os eleitores. Em eleições municipais, ou os candidatos abordam os problemas concretos da cidade ou simplesmente não serão ouvidos.
Portanto, o problema — nada fácil — que a tática eleitoral precisa resolver é o de relacionar os problemas particulares da cidade com a problemática geral da dominação burguesa. Em outras palavras: se os candidatos do PSOL fizerem um discurso doutrinário, não serão ouvidos; se fizerem o discurso-promessa característico dos candidatos burgueses, ou se aceitarem reduzir o programa partidário a uma lista de ações que não põem em xeque os interesses do capital nas municipalidades, estaremos contribuindo para legitimar a farsa eleitoral.
Objetivos específicos e plano tático
A partir da visão da conjuntura, do objetivo geral e dos parâmetros acima expostos, podem-se fixar os seguintes objetivos específicos da campanha eleitoral de 2008:
(a) fixar, na consciência de segmentos da classe trabalhadora e seus aliados (aqueles que puderem ser atingidos com os recursos de que dispomos) a identidade socialista do PSOL, ou seja, afirmar nossa posição, nos reafirmando como alternativa de oposição de esquerda.
(b) consolidar a estrutura atual do partido, aumentar o número de militantes e ampliá-la territorial e setorialmente; Incentivar a organização popular.
(c) aproveitar o processo eleitoral para avançar na unificação da esquerda.
Para alcançar o primeiro objetivo — a reafirmação da identidade socialista do partido — dependemos de três fatores: do conteúdo do nosso discurso; da posição política (ações concretas) coerente com esse discurso; e da conduta ética dos candidatos.
O discurso
O discurso do PSOL deve desconstruir o discurso da burguesia e apresentar soluções para os problemas concretos da população. Não é demonstrar, com evidências, que as promessas dos candidatos da burguesia estão muito aquém das reais necessidades da população e que, além disso, não serão cumpridas. Mesmo que os eleitos procurem honrar suas promessas, elas não são cumpridas pela razão simples de que as municipalidades não têm recursos nem alçada para tanto. Isto possibilitará criticar de forma contundente os programas do chamado "modo petista de governar".
Esmiuçando o orçamento das prefeituras e o custo das obras, pode-se mostrar a falácia do discurso-promessa. Nossos candidatos devem denunciar a questão da dívida pública do Estado brasileiro e a redução da autonomia municipal representada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Nossos candidatos devem incluir em suas plataformas a auditoria da dívida pública dos municípios e a suspensão de seu pagamento enquanto se processa a averiguação do seu real montante, bem pregar a revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O discurso-denúncia é necessário, mas insuficiente para marcar a posição do PSOL. Torna-se indispensável completá-lo com a exposição das soluções que o partido apresenta para os problemas da cidade. Esta é a parte mais complexa porque traz à tona o velho problema da combinação, sempre muito difícil, entre "reforma e revolução".
Se apresentamos soluções genéricas aos problemas de educação, saúde, moradia, transporte, saneamento, lazer, segundo a lógica do regime socialista, será impossível escapar do discurso doutrinário abstrato. Mas, se nos limitarmos a criticar os adversários sem dizer nada a respeito de problemas que são precisamente aqueles que a população sente na carne, nossa crítica perderá toda a força.
Precisamos combinar crítica e proposta. Combinação não é justaposição, mas integração das duas perspectivas em objetivos concretos que respondem às necessidades da população e que são exeqüíveis em termos dos recursos disponíveis na sociedade, mas não atingíveis atualmente porque falta força política para fazer uso desses recursos dentro da lógica do regime capitalista. Esta crítica revelará aos segmentos do povo que pretendemos atingir a verdadeira causa da eterna desculpa da falta de recursos do erário público.
É indispensável completá-la com a apresentação das soluções possíveis dos problemas concretos da cidade, independentemente das possibilidades de aprovação dessas soluções pelo Legislativo e mesmo — em casos de evidente justiça da demanda popular -- da lei que regula a matéria. Em outras palavras, soluções que, embora não se fundamentem numa racionalidade plenamente socialista, atendam parcialmente demandas da população de baixa renda, nos aspectos de educação, saúde, moradia, transporte, saneamento básico, esportes e lazer, e permitem acumulação de forças na direção do socialismo.
Essas propostas provocarão, mesmo entre aqueles eleitores que não conseguirão captar o alcance de medidas que se chocam com o que o senso comum considera possível, indagações que eles não haviam feito até hoje a respeito das causas reais dos problemas da cidade. Isto importará em dois avanços da maior importância na sua consciência: por um lado, perceberão concretamente como é feita a articulação dos interesses das classes dominantes nas estruturas do Estado (algo que o eleitor intui, mas não consegue entender plenamente) e, por outro lado, verão a magnitude da mudança política necessária para que os problemas reais do povo sejam de fato resolvidos.
O importante é não rebaixar nossas plataformas ao nível do "possibilismo", sem cair em um discurso que dê a aparência de ser apenas provocativo ou destituído de compromisso com a realidade — o que só poderá ser feito se o partido for capaz de fundamentar suas propostas com dados concretos.
Esta tática ofensiva requer o enfrentamento dos dois principais desafios que o lançamento de candidatos a prefeito coloca para o PSOL: a disputa de um poder que, na realidade atual, é, por natureza, repressivo (o Estado, ainda que no âmbito municipal) e limitado; e a dificuldade de ampliar a participação popular na administração das cidades.
O primeiro desafio pode ser enfrentado com um discurso deste tipo:
- O volume de gastos necessários para atender as necessidades das massas populares ultrapassa de longe o montante de recursos que o Estado brasileiro pode mobilizar, ao manter os pagamentos do tributo neocolonial da dívida pública para os poucos milionários e ao isentar as grandes fortunas e o setor que vive de juros do pagamento de tributos;
- A tão propalada “falta de recursos” não decorre, em absoluto, da incapacidade da economia brasileira de produzir o suficiente para satisfazê-las, mas de uma forma de distribuir o produto nacional que destina cerca de R$ 160 bilhões ao ano (perto de 5% de tudo o que produzimos) para o pagamento de juros da dívida pública federal e incentiva a concentração da riqueza e da renda das mãos de uma ínfima minoria;
- Essa distribuição iníqua é garantida por leis, editadas pelos governos e partidos da burguesia, que, baseadas na propriedade privada, incentivam a apropriação dos lucros multimilionários de bancos, indústrias e serviços, única e tão somente por seus donos e acionistas, arrecadam pouco ou quase nada das grandes fortunas, muito dos trabalhadores e da classe média, e destinam a arrecadação de impostos antes de mais nada a alimentar os bancos, mantendo desatendidas as necessidades da maioria da população, dentro de limites que não os ameacem com explosões de insatisfação;
- Ao mesmo tempo, a burguesia estabeleceu leis e normas que punem os chefes de executivo que não dancem conforme a música, ou seja, que não cumpram os compromissos financeiros e os orçamentos injustos e que não reprimam os trabalhadores que pedirem mais;
- Pleiteando o exercício de um cargo executivo no Estado burguês, o candidato do PSOL não tem como eximir-se de tratar dessa dificuldade na campanha. A maneira equivocada de fazê-lo consiste em ocultar a existência do problema. A posição correta, em declarar que os prefeitos do PSOL, embora no exercício de uma autoridade repressiva, recusam-se a reprimir as demandas justas, tanto do povo quanto do seu próprio funcionalismo, optando pela luta contra essas medidas do Estado, por meio de desobediência civil e outras formas de luta, ainda que impliquem em impeachment, se forem colocados na contingência de reprimir as demandas sociais.
O segundo desafio diz respeito ao grau de efetividade da vontade popular nas administrações do PSOL, problema ligado à relação entre democracia representativa e democracia direta. Os candidatos da burguesia farão, como sempre, o discurso paternalista, que atribui ao prefeito o poder de "dar" benefícios ao povo. A proposta do PSOL tem que ser distinta: o prefeito executa aquilo que a vontade do povo determinar, através de consulta direta, da constituição de conselhos populares autônomos e da delegação de autoridade para tomar decisões hoje concentradas nas mãos da burocracia das prefeituras.
Devemos defender e desenvolver conselhos setoriais (plenárias de bairros, conselhos de usuários de postos de saúde, parques públicos, instalações esportivas, bibliotecas etc.) e conselhos gerais de natureza popular e deliberativa para que estes, junto com a prefeitura, debatam as prioridades municipais sob uma ótica de atendimento das demandas dos trabalhadores e das camadas mais pobres da população.
Não é nosso objetivo desenvolver uma política de disputa entre setores e regiões, nem de criar conselhos populares clientelistas, limitados a responder apenas a uma ínfima parcela do orçamento, como neste caso foram as limitadas experiências do Orçamento Participativo das prefeituras petistas. Nossa concepção é de que programas de prefeituras que se reclamam socialistas devem construir condições para que seja democratizada a gestão e o próprio governo municipal.
Nem todo o eleitorado da cidade tem condições de compreender completamente essa concepção. Por isso, o plano de ação em cada cidade precisa concentrar a campanha naqueles espaços em que esse tipo de proposta pode, pelo menos, ser entendido e conseguir algum apoio.
A posição na política de alianças
A campanha eleitoral precisa deixar claro aos setores sociais que queremos atingir que o PSOL é um partido de oposição aos governos e ao regime burguês. É fundamental que esses eleitores percebam que nossa proposta partidária é uma alternativa completamente distinta de organização geral da sociedade.
Esse discurso pode perder toda a força se não mantiver coerência com a ação. E a pedra de toque neste aspecto é a política de alianças.
Na conjuntura atual do país — em que a identificação dos partidos depende muito mais de imagens do que do conhecimento das propostas que apresentam — é obrigatório não facilitar confusões. Para estabelecer claramente sua identidade socialista no imaginário do povo, os candidatos do PSOL não podem, como regra, conviver com políticos da burguesia no mesmo palanque.
A eleição municipal vindoura abre uma oportunidade para avançar no caminho da unificação da esquerda. Por isso, todo o esforço deverá ser feito para manter a frente de partidos socialistas - PSOL, PSTU, PCB - também nesta eleição, a fim de que a tática eleitoral aqui proposta ganhe maior densidade política.
A norma geral, portanto, é fazer as coligações somente com o PSTU, o PCB e outros partidos socialistas de menor expressão eleitoral e com partidos não burgueses (como o PH, por exemplo, que participou da Frente de Esquerda em São Paulo em 2006)), que estejam nas trincheiras contra as políticas neoliberais de Lula e dos governos estaduais e municipais aliados do capital. Este princípio deverá ser aplicado com rigor, mas seria irracional impedir as exceções, quando devidamente justificadas por uma análise concreta de cada situação.
Se uma ampliação do leque de alianças mostrar-se favorável a um avanço da luta de classes no município, à unidade da esquerda dentro de um campo socialista, comprometido exclusivamente com os interesses dos trabalhadores e oprimidos, não há porque deixar de autorizá-la. Todavia, como a particularidade não existe separadamente da totalidade, é indispensável que o exame da exceção seja feito nos dois planos. Se a ampliação, mesmo que justificada localmente, prejudicar o objetivo geral de afirmar a posição do PSOL, não se deve autorizá-la.
Evidentemente a decisão sobre coligações não cabe à esfera do próprio município interessado, mas às instâncias superiores do partido.
A conduta ética
A conduta ética dos candidatos e seus apoiadores é fundamental para uma campanha vitoriosa. Essa conduta precisa ser observada tanto nas relações com os candidatos de outros partidos como na disputa interna pelas melhores colocações na legenda partidária.
A experiência da esquerda não é particularmente animadora nesses dois planos. Há, portanto, necessidade de formular um código de conduta bastante explícito, estabelecendo o comportamento que o partido considera correto e o comportamento que sujeitará o candidato a sanções disciplinares.
Além de regras claras, será necessário criar instâncias para examinar os casos concretos de conduta antiética e de aplicar as sanções correspondentes.
Nada, porém, terá eficácia se não houver, de parte da direção partidária e de cada militante, um trabalho político dirigido à criação de uma cultura política nova, socialista, completamente distinta da corrupta cultura política tradicional. Na verdade, a postura ética dos candidatos do PSOL na disputa com seus companheiros de legenda será o grande teste das possibilidades efetivas de que o partido venha a ocupar o espaço de representante do povo nos futuros embates da luta de classes.
Um dos aspectos fundamentais de toda a conduta ética do partido e seus candidatos é que o PSOL e as suas candidaturas não aceitam fontes de financiamento de grupos capitalistas (financeiros, industriais, comerciais), menos ainda de setores que habitualmente têm interesses e negócios com prefeituras e governos estaduais, nem de setores regionais da classe dominante.
O objetivo de consolidar o partido
Para a consolidação e ampliação da estrutura partidária, é fundamental que a campanha seja levada adiante pelos núcleos de base, com apoio das instâncias superiores. Os candidatos deverão ser indicados pelos núcleos e estes deverão elaborar planos de campanha que incluam ações de apoio às candidaturas majoritárias e às candidaturas proporcionais que reúnam melhores condições de obter votos em suas áreas de atuação (bairro, cidade, setor social).
Esses planos deverão harmonizar-se com as demais atividades dos núcleos (formação; participação nos movimentos do meio social em que atuam; recrutamento de novos militantes, etc.) porque não se deve admitir que uma eleição burguesa paralise o trabalho de acumulação política, objetivo estratégico do partido nesta fase da sua construção.
O apoio da maioria dos membros de um núcleo a candidato a um vereador não deve impedir que outros candidatos busquem votos na mesma área. Mas isto não deve ser feito por comitês eleitorais desconectados do núcleo responsável.
Nada impede tampouco que as campanhas sejam pensadas para preparar futuras candidaturas, tendo em vista que, a tática de acumulação de forças compatibiliza-se com a ocupação de espaços estratégicos na estrutura institucional do estado burguês. Todavia, este objetivo não pode se converter em expediente para formar "máquinas eleitorais" dentro da estrutura partidária, transformando-a em um condomínio de mandatos sob o guarda-chuva da legenda.
Os candidatos deverão assinar um termo de compromisso no qual se estabelecem seus direitos e suas obrigações para com o partido.
As campanhas majoritárias e proporcionais devem, portanto, ser construídas unitariamente no partido, de tal modo que tenhamos, desde a sua base, do conjunto de forças políticas, das instâncias de direção e coordenações de campanha uma atitude de unidade e disposição de defender o partido e suas candidaturas diante do enfrentamento político que nos aguarda no processo eleitoral.
Eixos programáticos para a disputa municipal
O propósito de um programa para a disputa municipal é concretizar no âmbito das cidades o que são os traços gerais da visão e do projeto político-programático do partido.
O programa do PSOL para 2008 deve partir da afirmação de que esta crise que se anuncia não pode ser paga pelos trabalhadores e pelo povo. Que as prefeituras socialistas não vão aceitar a lógica da privatização, da retirada de direitos, do corte dos gastos e investimentos sociais.
O programa do PSOL para 2008 deixa claro para os trabalhadores e a população da cidade que nossas prefeituras procurarão lutar pela satisfação das demandas populares no âmbito da cidade, sem hesitar em enfrentar ou confrontar os interesses do capital local para atender as necessidades da população.
Nesta lógica, o PSOL deve construir com seus parceiros da frente de esquerda e com os movimentos sociais e representações da classe trabalhadora, um programa que, a nosso ver, deve incluir os seguintes tópicos:
- Auditoria pública da dívida municipal;
- Fim das terceirizações dos serviços municipais;
- Reforma urbana para garantir moradia popular e combater assim, no âmbito da cidade, o enorme déficit habitacional do país. Combate à especulação imobiliária e oferta de terrenos da prefeitura para dar a largada a tal reforma;
- IPTU progressivo com isenção para as moradias da população dos bairros mais pobres e maior taxação sobre os mais ricos.
- Investimentos maciços em saúde, saneamento e educação pública;
- Investimento no transporte público,com passe livre para estudantes, desempregados e aposentados;
Propostas de organização da(s) campanha(s)
1. Criar uma estrutura de Comissões Eleitorais (nacional, estaduais e municipais) e formular um procedimento de monitoramento das campanhas eleitorais.
2. Aprovar um termo de compromisso dos candidatos e dos representantes do PSOL na estrutura do Estado, fixando a conduta ética exigida pelo partido tanto na disputa de votos quanto no exercício de seus mandatos.
3. Preparar uma análise abrangente e detalhada a respeito do impacto da dívida pública e da Lei de Responsabilidade Fiscal no cumprimento das obrigações atribuídas aos municípios pela Constituição Federal.
4. Preparar um Manual da Campanha Eleitoral, destinado a fornecer elementos para o planejamento e a execução das campanhas municipais pelos núcleos de base.
5. Convidar as direções do PSTU e PCB para iniciar consultas a respeito da constituição da Frente Socialista para disputa das eleições municipais.
Assinam esta contribuição:
Membros do Diretório Nacional:
Plínio de Arruda Sampaio
Raul Marcelo
Júnia da Silva Gouvêa
Jorge Luiz Martins (Jorginho)
Fernando Silva (Tostão)
Paulo Eduardo de Lima Gouveia
Distrito Federal
Rogério Marzola Diretório Distrital
Maria do Socorro O. Marzola Núcleo UNB
Moacir Ferreira Côrtes Núcleo UNB
Espírito Santo
Felipe Moura de Andrade Diretório Estadual
Maria Zalém Núcleo Cariacica
Silvio Felinto Núcleo Cariacica
Christiano Boza Núcleo Cariacica
Goiás
Henrique Lemos Membro do Diretório Estadual
Claudio Lopes Maia Membro do Diretório Estadual
Fernando Batista Leite Núcleo Educação
Gardenia Souza F. Lemos Núcleo Educação
Flavio Marcos Núcleo Educação
Mato Grosso do Sul
Henrique Martini Presidente Diretório Estadual
Anita Borba Diretório Estadual
Paraíba
David Lobão Vice-presidente PSOL PB
Renan Palmeira Tesoureiro PSOL PB
José Nunes Direção Estadual do PSOL
Esdras Guimarães Direção Estadual do PSOL
Zé Wagner Direção Estadual do PSOL
Sizenando Leal Presidente PSOL Campina Grande
João Tavares Vice-presidente municipal Campina Grande
José de Arimatéia Direção PSOL Campina Grande
Paraná
Simone Frigo Diretório Estadual PSOLPR
Fabio Campinho Diretório Estadual PSOLPR
Weslei Venâncio Diretório Estadual PSOLPR
Leandro Dias Diretório Estadual PSOLPR
Bruno Meirinho Diretório Municipal Curitiba
Thiago Bagatin Diretório Municipal Curitiba
Rafael Truta Diretório Municipal Curitiba
Helio de Jesus Núcleo Sindical
Bernardo Pilotto Núcleo UFPR
Felipe Vieira Núcleo Universitário-Ponta Grossa
Everton L. Levandosk Núcleo Universitário-Ponta Grossa
Pernambuco
Jesualdo de Albuquerque Campos Júnior Executiva Estadual
Jesualdo de Albuquerque Campos Núcleo Jaboatão
Elaine Oliveira Santos Núcleo Jaboatão
Luíza Maria da Silva Lira Núcleo Camaragibe
Paulo Camelo de Holanda Cavalcanti Núcleo Garanhuns
Luiz Antônio Fasubra
Rio Grande do Sul
José Campos Ferreira Executivas Estadual e Municipal Porto Alegre
Alexandre Dornelles Gaieski Executivas Estadual e Diretório Municipal
Roberto Ponge Núcleo 1° de Maio e Diretório Estadual
Nara Helena Machado Núcleo 1° de Maio, Executiva Municipal
Sandra Machado Núcleo 1º de maio
Otávio Rohrig
Giuseppe Finco Núcleo Previdência Porto Alegre
Carmem Fösch Núcleo Previdência Porto Alegre
Joel Orestes Soares (Joelzinho) Núcleo Previdência Porto Alegre
Dinara Del Rio Núcleo Previdência (Porto Alegre)
Jorge Moreira (Jorjão) Previdência (Rio Grande)
Silvia Regina Núcleo Previdência Porto Alegre
Vera Kollet Núcleo Previdência (Porto Alegre)
Almerindo de Souza Núcleo Municipários de Porto Alegre
Maurício Tavares Bosquerelli Núcleo Municipários de Porto Alegre
Verônica Gonçalves Souza Núcleo Municipários de Porto Alegre
Beatriz Correa Pires Dornelles Professora PUCRS
Jhonnathan H. França Hirano Núcleo FAPA (Porto Alegre)
Juliano Rodrigues Pereira Núcleo PUC (Porto Alegre)
Leonardo da Silva Cezarini Núcleo PUC (Porto Alegre)
Luís Felipe Mello Balhego Núcleo PUC (Porto Alegre)
Thales Speroni Pereira da Cruz Núcleo UFRGS (Porto Alegre)
Yuri Vastuk Silva Núcleo Secundaristas "Julinho" (Porto Alegre)
Marilia Duarte Cancelli Núcleo PUC (Porto Alegre)
Rio de Janeiro
Juliana Fiúza Diretório Estadual
Roberto Leher Núcleo de Trabalhadores das Universidades
Agnaldo Fernandes Núcleo de Trabalhadores das Universidades
Sônia Lúcio Núcleo de Trabalhadores das Universidades
Marcelo Badaró Núcleo de Trabalhadores das Universidades
Cristina Miranda Núcleo de Trabalhadores das Universidades
Isabel Mansur Figueiredo Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo
Ana Cristina Machado Núcleo de Comunicação Rio
Álvaro Neiva Núcleo de Comunicação Rio
Sérgio Domingues Núcleo de Comunicação Rio
Elisa Monteiro A. da Silva Núcleo de Mulheres RJ
Guilherme Marques (Soninho) Núcleo de Lutas pela Reforma Urbana
Eduardo Andrade Núcleo de Lutas pela Reforma Urbana
Matheus Thomaz Núcleo da Uerj
Márcio Malta (Nico) Executiva PSOL Niterói
Juan Ibañez Núcleo PSOL - UFF
Luciano Vasconcelos Diretório Municipal de Marica
Antonio Pedro Fernandes Vice-presidente do PSOL São Gonçalo
Júlio César Góis de Andrade Secretário de Formação PSOL São Gonçalo
João Mauro A. dos Santos Núcleo PSOL São Gonçalo
Nilza Joaquina S. da Cruz Núcleo PSOL São Gonçalo
Ricardo Cesar R. da Costa Núcleo PSOL São Gonçalo
São Paulo
Márcio Souza Executiva Estadual PSOL
Leon Cunha Executiva Estadual PSOL
Ricardo V. Cioldin Executiva Estadual, Tesoureiro PSOL Campinas
Luciana Araújo Diretório Estadual PSOL/SP
Celso Lavorato Diretório Estadual PSOL/SP
Rui Polly Diretório Estadual PSOL-SP
Plínio de Arruda Sampaio Júnior
Mariana Conti Diretório Municipal Campinas
Cristiane Anizéti Diretório Municipal Campinas
Marina M. Kawanishi Diretório Municipal Campinas
Felipe M. Cardoso Diretório Municipal Campinas
Mariana Cestari Secretaria Estadual de Mulheres
Guilherme S. Azevedo Coordenação Estadual de Juventude
Larissa N. Rybka Secretaria Estadual de Mulheres PSOL-SP
Cláudio José Machado Núcleo Barretos
Paulo Pasin Núcleo Vergueiro
Sergio Renato Núcleo Vergueiro
José Damião de L. Trindade Núcleo Vergueiro
Petrauskas Núcleo Vergueiro
Jeruza Souza Núcleo Vergueiro
Altair Lourenço Núcleo Vergueiro
Cassio Lavorato Núcleo Vergueiro
Julio Delmanto Núcleo Vergueiro
Regina Célia Núcleo Previdência
Antonio de Pádua Núcleo Previdência
João Maia Núcleo Previdência
Mauricio Amalfi Núcleo PSOL/Previdência
Roseli Queiroz Núcleo PSOL/Previdência
Sueli Domingues Núcleo PSOL/Previdência
Alexandrina Nogueira Núcleo PSOL/Previdência
Vinicius Vasconcelos Núcleo PSOL/Previdência
Gilceli Leite Núcleo PSOL/Previdência
Carolina Porfírio Núcleo PSOL/Previdência
Maria de Fátima Núcleo PSOL/Previdência
Orlando Faracco Núcleo PSOL/Previdência
Sandra Queiroz Núcleo PSOL/Previdência
Rodrigo Formigoni Núcleo PSOL/Previdência
Edson Adrião Núcleo PSOL/Previdência
Juliana Silva Núcleo PSOL/Previdência
Givanildo M. da Silva Núcleo de Defesa da Criança e Adolescente
Rodrigo Mendes Núcleo PUC
Fábio Nassif Núcleo PUC
Pedro Ribeiro Nogueira Núcleo PUC
Júlia Chequer Núcleo PUC
Diogo Portugal Pudles Núcleo Santa Cecília
Baltazar Astoni Sena Núcleo Santa Cecília
Moysés Israel Coelho Ribeiro Núcleo Santa Cecília
Thallys Núcleo Santa Cecília
Rita Mendes Núcleo Santa Cecília
Luis Villaça Núcleo Santa Cecília
Paulo Trindade PSOL Guarulhos
Carlos Datovo Núcleo Poá
Anivaldo Ferreira Núcleo Ecossocialismo de Embu das Artes
Henrique Sanchez Núcleo Tatuapé
Rafael Siqueira Núcleo Zona Sul
Eder Novais Núcleo Carapicuíba
Reginaldo Adamavicius Núcleo Carapicuíba
Luiz Henrique Vieira de Souza Núcleo Luta Popular Osasco
Helton Bastos Núcleo Luta Popular Osasco
Rodrigo Gonçalves Núcleo Luta Popular Osasco
André A parecido Bernardo Núcleo Luta Popular Osasco
Danil Patti Junior Núcleo Luta Popular Osasco
Anderson Mangolin Núcleo São Bernardo do Campo
Hélio Rios Núcleo São Bernardo do Campo
Ronaldo César Barbosa Núcleo São Bernardo do Campo
Jeferson Fazolin Núcleo São Bernardo do Campo
Maurílio Alves Roberto Núcleo São Bernardo do Campo
Sebastião Aires Núcleo São Bernardo do Campo
Rodrigo Mello Núcleo São Bernardo do Campo
Agenor de Almeida Núcleo São Bernardo do Campo
Elízio Pereira Núcleo São Bernardo do Campo
Marco Aurélio (Marquinho) Núcleo São Bernardo do Campo
Marcos Milan Núcleo São Bernardo do Campo
Francisco Bezerra (Chicão) Núcleo São Bernardo do Campo
Yuri Félix Núcleo São Bernardo do Campo
Sergipe
Heitor Pereira Alves Presidente Diretório Estadual
José Atamário C. da Silva Núcleo Capital
Dalvacir Azevedo Núcleo Capital
Danilo Santana Núcleo Capital
Leandro Sacramento (Pel) Núcleo Capital
Mayra Alves Núcleo Capital
Mike Gabriel Núcleo Capital |
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